segunda-feira, 5 de setembro de 2011

ANÁLISE DE PROJETOS

HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL SUSTENTÁVEL, SÃO PAULO



O Edifício de Habitação Social, com projeto arquitetônico de autoria dos escritórios Estúdio América e Daniel Bonilla Arquitetos, recebeu o primeiro lugar no Concurso Público Nacional de Arquitetura para Novas Tipologias de Habitação de Interesse Social Sustentáveis, em 2010. Segundo os arquitetos, quatro estratégias urbanísticas foram traçadas para nortear o projeto:

Projetos de habitação social devem ser difundidos pela cidade com escalas controladas: nem muito ínfimas - para que ainda possa existir uma razoável repetição e otimização, nem muito grandes - para que não se transformem em imensas extensões urbanas impessoais, garantindo assim singularidade e linguagem diversificada, própria da cidade. É fundamental alcançar a dimensão humana e a construção de uma vida comunitária, com sentido de lugar.

Deve-se gerar valor agregado através de agrupações de moradia com bom desenho e boa qualidade urbanística e arquitetônica que construam a cidade, os bairros e comunidades estáveis: É necessário construir apego ao lugar e criar vínculos e relações de vizinhança, rompendo com a ideia de precariedade e transitoriedade da habitação social.

Para a construção da vida urbana e da urbanidade é proposto o retorno aos valores essenciais de uma cidade humana: a praça, a rua, o parque, a alameda, a lojinha, o restaurante, o boteco de esquina, a vida de bairro e a comunidade. Portanto o vazio, o espaço comunitário, os espaços de encontro, o espaço não construído, é tão ou mais importante que os edificios.

Participação coletiva da comunidade. Proposta de participação coletiva como meio de preparação para se viver numa “comunidade urbana”. Escutar as vontades dos usuários como mecanismo de aprimoramento das soluções para estes conjuntos urbanos. Implementa-se essa ideia a partir de workshops de trabalho em grupo especializados por temática, por exemplo.



ANÁLISE DA GEOMETRIA/CIRCULAÇÃO/UNIDADES 






Os edifícios estão implantados em quarteirão ortogonal sendo que cada edifício é um bloco composto por duas linhas de apartamentos unidas por uma linha de circulação. Esses blocos, por sua vez, estão sempre agrupados de dois em dois, as vezes implantados em “L” de maneira a criar um pátio interno.



Conseguimos atribuir às áreas de circulação pública várias escalas de intimidade: a interna ao edifício é contida pelas habitações por isso é a mais íntima (ainda contempla a escala arquitetônica); a praça, por estar dentro do agrupamento, já incorpora a escala urbana porém é um espaço contido entre os blocos; e o entre agrupamentos, tem um caráter forte de circulação.



O projeto é enriquecido pela diferença de tipos de circulação. Podemos notar que as habitações não são combinadas de maneira aleatória. Existe um eixo de pelo qual elas se repetem, com certa linearidade, ou seja, a cada duas unidades habitacionais uma parede é compartilhada, entre essas duas, temos um vazio que formam ângulos que vão interferir no volume do edifício.



Dessa forma, temos um desenho de circulação interna que ora se alarga ora se estreita, qualificando o espaço e quebrando a linearidade do edifício.



A circulação vertical consiste em uma principal com escadas e elevadores que é centralizada (praticamente no meio) no edifício, e uma circulação secundária em alguma extremidade do mesmo.






"Foi proposta uma arquitetura de volumes sóbrios, que permita uma construção econômica e simples, acomodada à topografia natural do terreno, sem remoção de terra.Um espaço harmonioso surge através da justa proporção entre o construído e o vazio, a partir da criação de um corte homogêneo, mas também dinâmico com a variação dos perfis das edificações. Um desenho rico em texturas nas fachadas, com a ruptura de seu plano por varandas, que correspondem com os jardins internos e por recortes do edifício nos vãos modulados e nos muros. Rompe-se com a massividade e a rigidez do conjunto.  Materiais de uma mesma gama cromática que conferem harmonia ao conjunto, mesclados a elementos pontuais de contraste com cores intensas garantem diversidade de leitura ao volume."          
Planta tipo
As unidades habitacionais constituem-se em volumes de um pavimento. A área interna tem por objetivo promover o máximo de flexibilidade a fim de servir apropriadamente para diferentes estruturas familiares, permitindo a variação do programa interior conforme as necessidades particulares e o passar do tempo, através de paredes internas leves. A tendência à tripartição é vista pela compartimentação dos cômodos, com uma organização interna criada em função da área molhada fixa, toda disposta em um único plano vertical.


O desenho da planta apresenta forte simetria na repartição dos cômodos, sendo que a área social disposta no centro da planta faz a ligação entre as áreas intimas e de serviço, que são rebatidas nas laterais.


Cada bloco segue o gabarito de seis pavimentos, com apartamentos que se diferem em duas tipologias: unidades de dois e três dormitórios. A ventilação cruzada atravessa os espaços internos de forma transversal, graças à implantação que posiciona as plantas de forma livre no eixo longitudinal.   


A Estrutura é modulada e mista, sob pilotis no terreo e de alvenaria estrutural nos pisos superiores.


PLANTAS/CORTES/PERSPECTIVAS DISPONÍVEIS

Implantação

Térreo


Tipologia planta dois dormitórios




                                                              Planta pavimento







Estudo de Insolação









FONTES
 




EDIFÍCIO COSTA DO SOL, PRAIA GRANDE


O Edifício Costa do Sol, com projeto realizado pelo arquiteto Cledenor J. S. Filho está sendo executado pela Construtora Tecnisa. O paisagismo foi projetado por Martha Gavião, e a decoração por Gustavo Motta. O empreendimento se encontra em um estágio de 99% da obra concluída, e as etapas podem ser conferidas pelo site da construtora.

Localizado na Vila Mirim - um dos bairros que mais se valorizam na Praia Grande pela completa infra-estrutura comercial e de serviços - em um terreno de 8.234,11m², o empreendimento possui duas torres com 35 andares, sendo 2 apartamentos por andar (140 apartamentos no total) e 14 elevadores.
O projeto oferece uma vaga de garagem para os apartamentos de dois dormitórios, duas vagas de garagem para os apartamentos de três dormitórios, áreas comuns equipadas e decoradas, e apartamentos com vista para o mar.
Os apartamentos se diferem em duas tipologias: 2 e 3 dormitórios com 69 e 91m² de área privativa, sendo uma suíte, salas de estar e de jantar, terraço com churrasqueira, cozinha e área de serviço. As tipologias apresentam forte repartição tri-partida, com uma clara definição das áreas de social, íntima e de serviço, sem nenhuma possibilidade de flexibilidade.

Os blocos foram implantados de forma perpendicular, um em relação ao outro, o que privilegia a noção de privacidade e cria um pátio central comum, onde se estrutura as diversas áreas comuns de lazer, ponto forte para as propagandas do empreendimento e para valorização das unidades habitacionail. As áreas de lazer também se prolongam para o interior dos blocos, com sala de cinema, sala de sinuca, sala destinada às crianças, entre outras.

O edificio possui estrutura convencional e diversos pontos hidráulicos. A circulação vertical se resolve por sete eixos de elevadores e escadas, cinco no maior bloco, e dois no menor.
TIPOLOGIAS DE PLANTAS

Planta apto tipo 69m²
 
Planta apto tipo 91m²














Implantação



                                                              


                                                               FICHA TÉCNICA





















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